Sob motivações equivocadas aventuras espaciais vem sendo intensificadas, com realizações reconhecidamente úteis, em razão dos excelentes avanços científicos e tecnológicos que proporcionam à humanidade, mas inúteis na ilusória declaração de estabelecer futuras colônias em Marte, “onde nossos descendentes viverão quando a Terra se tornar inabitável”, que fatalmente um dia acontecerá!
É motivação ilusória e inútil!
Esclareço!
Cientificamente considerado estrela de média dimensão, ou de massa, nosso Sol, assim como outras estrelas de sua categoria, tem “vida” útil estimada de aproximadamente 10 bilhões de anos. Como já “viveu” cerca de 4,6 bilhões anos – tempo de existência do Planeta Terra e do nosso sistema solar – lhe restam 5,4 bilhões de anos em atividades.
São fatos comprovados cientificamente.
Com a segurança obtida em estudos e observações de milhares de estrelas similares, cientistas declaram que, quando esgotado o hidrogênio consumido por fusão em seu núcleo, passando a fundir hélio em elementos mais pesados, como carbono e oxigênio, o Sol expandirá enormemente, se tornando uma estrela Gigante Vermelha, envolvendo e engolfando Mercúrio, Vênus e, provavelmente, também a Terra, ou dela se aproximando muito. Isso está previsto para ocorrer em aproximadamente 5 bilhões de anos.
Em seguida, uma entre duas possibilidades acontecerá.
- Não mais conseguindo sustentar a fusão em seu núcleo, após rápida contração seguida de instantânea e violenta expansão em Supernova, expelirá suas camadas externas, formando grande nebulosa planetária. Este processo resultará na perda de grande parte da massa do Sol, que se dispersará em todo espaço do atual sistema solar, criando gigantesca nuvem de gás e poeira cósmica ao redor do núcleo remanescente, que poderá resultar em uma Estrela de Nêutrons, fato que dificilmente acontece com estrelas com massa similar ao nosso Sol. Todos os planetas do atual sistema solar desaparecerão, ou estarão fatalmente alterados.
- Ou, em acontecimento mais provável, segundo afirmam os cientistas e especialistas, após a mesma contração e violenta expulsão de suas camadas externas, restará do Sol um núcleo denso e quente, identificado como Anã Branca, “pequena” estrela composta principalmente de carbono e oxigênio, emitindo calor e luz residuais, lentamente se esfriando ao longo de alguns bilhões de anos.
Esses processos são previstos com base em modelos astrofísicos bem estabelecidos, e em observações de outras estrelas semelhantes ao Sol, em diferentes estágios de suas vidas.
Esses cenários ajudam a entender o destino final de nossa estrela, o Sol, e o impacto que proporcionará sobre o atual Sistema Solar, que desaparecerá, sendo substituído por gigantesca nebulosa planetária, em condições que promoverão a criação de novas estrelas e, possivelmente, novos sistemas planetários.
Definitivamente; pensar que os humanos poderão habitar Marte, ou qualquer outro planeta do atual sistema planetário – após a Terra se tornar inabitável – é sonhado devaneio!
Para assim continuar sonhando, terão que escolher outras estrelas com sistemas planetários, na nossa Via Láctea ou em outras galáxias.
Utilizando os links que seguem, conheça também:
MARTE – COLONIZAÇÃO HUMANA IMPRATICÁVEL
LUA – COLONIZAÇÃO HUMANA IMPRATICÁVEL
Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
Março 2025.